quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
ou as duas línguas se fundem numa só;
ou uma das línguas domina a outra, que desaparece;
ou as duas línguas coexistem, e as comunidades adotam uma língua franca (caso das muitas línguas e dialetos indianos, cujas comunidades adotaram o inglês como língua oficial de intercurso).
Na primeira solução, a fusão das duas línguas ocorre depois de um longo processo de miscigenação que passa por um período de bilinguismo (situação segundo a qual os falantes utilizam as duas línguas, privilegiando socialmente uma delas, antes da fixação da língua mista chamada crioulo).O bilinguismo se distingue do ambilinguismo. Naquele, uma língua é privilegiada, como o espanhol diante do guarani, no Paraguai; neste, ambas as línguas têm o mesmo status, como o francês e o flamengo, na Bélgica.
SUBSTRATO E ADSTRATONa segunda solução, em que apenas uma das línguas permanece, se a língua do povo vencido é a que desaparece (caso do celtibero, diante do latim), a língua vencida, antes de desaparecer completamente, após um período de bilinguismo, deixa na língua dominadora algum vestígio a que se dá o nome de substrato; se a língua do povo vencedor é a que desaparece (caso do germânico diante do latim), temos a influência de superstrato (vestígio da língua desaparecida do povo vencedor na língua supérstite do povo vencido).Na terceira solução, em que uma língua coexiste com outra, ambas em contato, a influência exercida em ambas ou numa se chama influência de adstrato, que se faz sentir basicamente no vocabulário e não na sintaxe.O adstrato inglês no português do Brasil se resume exclusivamente ao léxico, graças à tecnologia americana e à supremacia dos EUA, como superpotência bélica e financeira.Se o gerundismo fosse influência das traduções do inglês, seria preciso que, primeiramente, as camadas menos privilegiadas tivessem acesso livre a essas traduções, o que não é o caso do Brasil, em que a grande maioria de falantes do basileto (dialeto da base da pirâmide social) não têm acesso a nenhum tipo de cultura estranha, aprendida pelo estudo ou adquirida pelo contato.
ABUSO LOCALIZADO
O gerúndio expressa ação em curso, simultânea à do verbo da oração principal ou anterior/posterior a ela. Em"Estou produzindo", está em curso um processo de produção. Em formas compostas (dois verbos), ele indica ação duradoura se ao lado do infinitivo de verbos auxiliares (estar, andar, ir, vir) e ação concluída antes da expressa pelo verbo da oração principal. "Tendo concluído a prova, ele a entregou ao professor": a ação concluída antecipa a entrega. "Ele está falando" indica um presente com tendência a continuar. "Anda acordando sem ânimo": ênfase é na intensidade ou insistência do fato. "Mais fiéis vão rezando pelo papa" assinala ação progressiva.
- Verbo implicar duração ou admitir repetição: "Vou estar fechando o balanço" está no vernáculo, mas "vou estar enviando o e.mail", não. É um documento só e a ação é rápida ou instantânea. "Amanhã, vou estar apertando parafusos o dia todo", a sentença descreve ação contínua.
- "Gerundismo" é o uso exaustivo e indistinto da perífrase, até quando se refere a ações que não duram no tempo.
terça-feira, 11 de maio de 2010
MEDITAÇÃO "ENGROSSA" O CÉREBRO PARA REDUZIR A DOR
Pesquisas já mostraram que a prática da meditação zen pode reduzir o limiar da sensibilidade à dor, o que é particularmente interessante para pessoas que sofrem de doenças crônicas como artrite reumatoide ou fibromialgia. O mecanismo que explica esse efeito foi descoberto por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá. Por meio de técnicas de neuroimageamento, os cientistas observaram que uma estrutura central do cérebro – o córtex cingulado anterior – é mais volumosa nos adeptos da prática budista do que em pessoas que nunca meditaram. Essa área cerebral não só é responsável pelo processamento dos estímulos dolorosos como participa da emoção e da tomada de decisões. O estudo foi publicado na revista Emotion.
(Mente e Cérebro. Ano XVII. Nº 207)
MÚSICA REMODELA A MENTE DAS CRIANÇAS
O aprendizado de música na infância ajuda as crianças a desenvolver a linguagem, afirmam cientistas norte-americanos. Entre os principais beneficiados estão os disléxicos e os autistas. Segundo os pesquisadores, tocar um instrumento ajuda a habilidade musical de cada um a captar padrões relevantes, tais como harmonia e ritmos, do universo sonoro. Além disso, a execução de um instrumento afeta o processamento automático da parte do cérebro que controla a respiração, os batimentos cardíacos e as respostas a sons complexos.
(Paneta. Ano 38. Edição 451. abr.2010)
