quarta-feira, 30 de junho de 2010

      "...........
  Viva hoje!
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !
NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ"
Feliz...Feliz... Arriscar a Fazer, para Viver Feliz !!!!"
(Pablo Neruda)


 
"A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos."
(Pablo Neruda)



segunda-feira, 28 de junho de 2010

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

POR QUE PORQUÊ?

Quando e por que se escreve “porque” ou “por que” e o porquê dessas variações formais


PORQUE
Usado quando pode ser substituído por: “pois”, “que”, “porquanto”, “uma vez que”, “pelo fato”, “pelo motivo” e outras conjunções explicativas e causais.
Choveu, porque o chão está molhado.Acho que morreu, porque parou de respirar.

Na prática, é escrito numa só palavra se atua como substantivo ou termo de ligação (relação de causa entre um termo e outro: “Faltou ao trabalho porque caiu da cama”). Indica que um termo depende de outro.
É equivocada a informação de que porque se divide em duas palavras sempre que há pergunta. Nos dois exemplos interrogativos abaixo, expõe-se uma causa, que exige resposta positiva ou negativa:
Porque é bem pago ele trabalha demais?

É sutil e discutível a diferença entre a conjunção coordenativa explicativa e a subordinativa causal, ambas expressas às vezes por “porque”; costuma-se preceder por vírgula porque quando explicativo. Em casos raros, porque equivale a “para que”, conjunção final:

Torço porque ela seja feliz no quinto casamento.

PORQUÊ
Usado numa só palavra acentuada quando substantivo, sinônimo de motivo, causa, razão:
Ignoro o porquê do escândalo.
Os porquês dela são insondáve

POR QUE
É usado em duas palavras nas perguntas e sempre que puder ser substituído por:
a) “a razão pela qual”, “por qual razão”, “por qual motivo”, “o motivo pelo qual”;
b) “para que”, “pelo qual”, “pelos quais”.
Ou quando uma destas palavras – “causa”, “motivo”, “razão” – estiver implícita ou puder ser utilizada junto de por quê.
Justificativa: Escreve-se o por separado do que quando o que tem função de pronome relativo ou de pronome interrogativo.
Não sei por que o candidato do povo ficou rico.
Agora sei por que (razão) ele voltou no governo.
Quero saber (a razão) por que no governo.
Quero saber (a razão) por que refugou a CPI.
Por que (motivo) os políticos apoiam qualquer governo? Patriotismo?

POR QUÊ
É usado em duas palavras, com acento, nos mesmos casos anteriores, mas no fim da frase, caso em que, por convenção, que se torna palavra tônica. No caso de que seguido de vírgula, a maioria dos sábios não o acentua, talvez por considerar que vírgula não configura fim de frase. Como há dúvida, melhor acentuá-lo apenas antes de ponto final.
Sofreu sem saber por quê.
Não sei por quê, mas o país vai mal.
(Língua Portuguesa. Ano 4 nº50. dez.2009)

quarta-feira, 26 de maio de 2010


ALMA:
Do latim anima, princípio que dá movimento ao que é vivo, animado ou faz mover. Dele derivam palavras como "animal". Definida como ser independente da matéria, a alma sobreviveria à morte do corpo, podendo seu destino ser a beatitude divina ou o tormento eterno. São agudas as controvérsias a esse respeito. A alma também aparece em alma mater, expressão latina para "mãe nutrida", que o mundo anglossaxão usa para a universidade em que a pessoa estudou a graduação. Também se chama de alma a curva da sola do pé, sabia?

(Língua Portuguesa Ano 4 nº 50 dez.2009)
O AVARENTO  E O PERDULÁRIO: DUAS FACES DA MESMA MOEDA

Em seu livro Do ter ao ser, o psicanalista Erich Fromm diz que possuir coisas é uma condição inerente ao homem. Há cerca de 12 mil anos, com a fundação da agricultura, nossos ancestrais passaram a desenvolver uma ligação mais intensa com utensílios e adornos. Os objetos eram usados no cotidiano e tinham funcionalidade. Na sociedade capitalista, porém, a propriedade deixa de ter esse caráter utilitátio: em geral, acumulamos mais bens do que somos capazes de usar.
Do ponto de vista psíquico, o avarento e o esbanjador têm em comum a relação patológica com a propriedade, relacionada ao "ter possessivo": ambos querem acumular mais que seria necessário para o seu uso. Tanto a infinidade de objetos que o gastador acumula em suas incursões por lojas de departamentos quanto o dinheiro que o poupador exagerado deixa de gastar remetem à ideia de uma propriedade morta, uman vez que os bens deixam de ter qualquer funcionalidade ou valor de uso.
Em seu texto "Caráter do erotismo anal", de 1908, Sigmund Freud propõe um paralelo entre os interesses envolvidos no ato de acumular bens e o dinheiro. Segundo a teoria psicanalítica, a criança se agarra ao desejo de possuir porque ainda não é capaz de produzir - e essa sensação faz parte do desenvolvimento saudável. Mas se o adulto se torna refém do sentimento de posse, isso pode significar que ainda não se sente capaz de criar algo por si.
(Mente e Cérebro. Ano XVII, nº 203)
"Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça..."
(Mário Quintana)

segunda-feira, 17 de maio de 2010


DE OLHO NO GERUNDISMO
A linguística mostra a impossibilidade da influência do inglês no fenômeno de linguagem brasileiro 
Alguns estudiosos atribuem o abuso do gerúndio (gerundismo) à influência das traduções do inglês. Parece-me que se trata de uma hipótese equivocada. Senão vejamos. Quando duas línguas estão em contato, ocorre pelo menos uma solução entre três possíveis:

  1. ou as duas línguas se fundem numa só;

  2. ou uma das línguas domina a outra, que desaparece;

  3. ou as duas línguas coexistem, e as comunidades adotam uma língua franca (caso das muitas línguas e dialetos indianos, cujas comunidades adotaram o inglês como língua oficial de intercurso).
    Na primeira solução, a fusão das duas línguas ocorre depois de um longo processo de miscigenação que passa por um período de bilinguismo (situação segundo a qual os falantes utilizam as duas línguas, privilegiando socialmente uma delas, antes da fixação da língua mista chamada crioulo).O bilinguismo se distingue do ambilinguismo. Naquele, uma língua é privilegiada, como o espanhol diante do guarani, no Paraguai; neste, ambas as línguas têm o mesmo status, como o francês e o flamengo, na Bélgica.
     SUBSTRATO E ADSTRATONa segunda solução, em que apenas uma das línguas permanece, se a língua do povo vencido é a que desaparece (caso do celtibero, diante do latim), a língua vencida, antes de desaparecer completamente, após um período de bilinguismo, deixa na língua dominadora algum vestígio a que se dá o nome de substrato; se a língua do povo vencedor é a que desaparece (caso do germânico diante do latim), temos a influência de superstrato (vestígio da língua desaparecida do povo vencedor na língua supérstite do povo vencido).Na terceira solução, em que uma língua coexiste com outra, ambas em contato, a influência exercida em ambas ou numa se chama influência de adstrato, que se faz sentir basicamente no vocabulário e não na sintaxe.O adstrato inglês no português do Brasil se resume exclusivamente ao léxico, graças à tecnologia americana e à supremacia dos EUA, como superpotência bélica e financeira.Se o gerundismo fosse influência das traduções do inglês, seria preciso que, primeiramente, as camadas menos privilegiadas tivessem acesso livre a essas traduções, o que não é o caso do Brasil, em que a grande maioria de falantes do basileto (dialeto da base da pirâmide social) não têm acesso a nenhum tipo de cultura estranha, aprendida pelo estudo ou adquirida pelo contato.
    ABUSO LOCALIZADO
Para que regra nova se estabeleça no acroleto (dialeto das classes privilegiadas), é necessário que ela passe primeiro pelo basileto. Ora, o gerundismo ocorre apenas no mesoleto, já que os usuários do basileto não têm acesso às traduções inglesas, e o acroleto repudia o gerundismo, e seus falantes chegam a proibir por lei que ele seja usado pelos falantes do mesoleto. O que originou o gerundismo foi só o abuso de seu emprego fora dos padrões normativos de respeito ao aspecto verbal. Uma frase como "Vou estar (ficar) estudando hoje em casa", perfeitamente legítima, porque designativa de um processo (a ação se prolonga no tempo), é que teria originado outra como "Vou estar passando a ligação agora", em que, apesar da estrutura frasal idêntica, sem vinculação com o inglês, o aspecto pontual desautoriza o emprego do gerúndio. Não há , portanto, nenhuma influência do inglês ou de traduções do inglês no gerundismo, mas apenas o desrespeito exclusivamente mesoletal ao aspecto progressivo do gerúndio.

RECAPITULANDO O GERÚNDIO
O gerúndio expressa ação em curso, simultânea à do verbo da oração principal ou anterior/posterior a ela. Em"Estou produzindo", está em curso um processo de produção. Em formas compostas (dois verbos), ele indica ação duradoura se ao lado do infinitivo de verbos auxiliares (estar, andar, ir, vir) e ação concluída antes da expressa pelo verbo da oração principal. "Tendo concluído a prova, ele a entregou ao professor": a ação concluída antecipa a entrega. "Ele está falando" indica um presente com tendência a continuar. "Anda acordando sem ânimo": ênfase é na intensidade ou insistência do fato. "Mais fiéis vão rezando pelo papa" assinala ação progressiva.
Em perífrases (três verbos), é válido quando:
- Se há um futuro em relação a outro: "Vou estar vendo a novela quando você for ao futebol".
- Verbo implicar duração ou admitir repetição: "Vou estar fechando o balanço" está no vernáculo, mas "vou estar enviando o e.mail", não. É um documento só e a ação é rápida ou instantânea. "Amanhã, vou estar apertando parafusos o dia todo", a sentença descreve ação contínua.
- "Gerundismo" é o uso exaustivo e indistinto da perífrase, até quando se refere a ações que não duram no tempo.
José Augusto Carvalho. Língua Portuguesa. Ano 4. nº 50.dez.2009.


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